Raridade

Hoje é um dia com raios solares bem brandos, temperatura em torno de 25 ºC, ou seja, nem quente, nem frio. No céu há muitas nuvens e a brisa está bem agradável. Hoje é um típico dia que me traz paz de espírito, não importando o que ocorra. Apenas sentir todo esse conjunto de maravilhas naturais já faz valer a minha existência e minha estabilidade por hoje.

É sob essas condições que aqui estou escrevendo. (acrescentando que comecei a escutar Liebestraum - Franz Liszt)

Agradeço aos comentários de todos e, especialmente, da minha grande amiga Ananda na primeira postagem desse blog…e devo à ela o título desta.

Na postagem anterior, citei que me sensibilizo demais ainda com histórias de amor…de demonstrações de afeto e afins. Ou seja, ainda tenho meu lado sensível, e não obstante, anseio em vivenciá-lo novamente. Mas será que esses sentimentos verdadeiros, legítimos, reais, são raridade? E que talvez seja esse o motivo do nosso choro e sensibilidade…

Será que é porquê é extremamente raro? (segundo o comentário da minha cara amiga…)

É de certo que com aquilo que monotamente estamos acostumamos a ver, sentir, lidar, não nos é raro, e portanto, não há motivo para a sensibilidade e, com razão, é natural que nos acostumemos.  Mas não basta muito esforço para perceber que o monótono pode virar raridade…

Tratarei de apenas um ponto, pois há muitos…tratarei do sentimento.

Como o monótono, o habitual, vira raridade? Pela percepção de que aquilo vivido foi a construção de algo que é raro. E como sabemos que é raro? Ora…não são todos que aderem ao longo caminho da construção do sentimento! Demora…valorização, demonstração e admiração no ponto em questão não são coisas que se conseguem de um dia para o outro.

Ao longo desse caminho não nos damos conta de que o que está sendo construído é raro. Quando chegamos ao fim do caminho (que é quando tudo ou boa parte já está construído…)  parece que só olhamos para trás quando a pessoa pelo qual construímos o sentimento não está mais presente, por algum motivo. Esse é o grande equívoco da maioria dos seres humanos, pois gera arrependimento…e como eu estava falando outro dia mesmo para um amigo, o arrependimento traz a infelicidade.

Não é preciso um acontecimento fatal para valorizarmos e enxergarmos o que já existe. Portanto…reconheça o que já existe! O que enxergarás é o raro, pois o sentimento existe. Ele não se tornará raro com a subtração do elemento principal (que é o indivíduo, no caso)…pois ele perdura. Não é preciso que tenhamos essa visão de raridade. Não é preciso a dor para o reconhecimento.

Por que choramos então?

Talvez porque não estamos reconhecendo e valorizando o que estamos sentindo.

Ou porque agimos com empatia.

Raro pode ser também enxergar o sentimento, que é raro. Mas essa raridade do “enxergar” pode ser modificada…e não só pode como deve.

Reconheçam e dêem valor a todo e qualquer tipo de sentimento que vocês sintam. E o mais importante…por mais que muitas vezes seja difícil: demonstrem.

Post striptum (direcionado individualmente para todos os amigos):

Obrigada pela raridade que é a tua amizade.

Amo você.

Publicado em:  on Abril 24, 2008 at 2:17 pm Deixe um comentário

O começo

Estou começando meu blog hoje, saudações para mim!

*clap clap clap*

Ok ok, muito obrigada.

Quanto à minha apresentação…bem…bem…não a farei, pois vocês perceberão como sou e conseguirão descrever só de ler tudo o que eu escrevo. Logo, ela é inútil…

Sobre o endereço do blog, digo que é por causa da obra “tocata e fuga em D menor”, do compositor do período barroco Johann Sebastian Bach, que eu gosto bastante. Essa obra é em órgão, um instrumento que eu gosto bastante também. Conheço essa música desde pequena…e sempre me identifiquei com ela. Deu para perceber que gosto de música clássica, né? : ) Também, desde a infância…quando eu ganhei minha primeira caixinha de música, que tocava Für Elise, do Beethoven. Havia um palhacinho que girava a cabecinha lentamente e tocava a tal música também. Os desenhos animados, como “Tom e Jerry”, sempre havia a figura de um piano, com o Tom tocando algo…ou a própria música de fundo do desenho. Os desenhos da Disney, sempre havia também. O desenho do rei elefante, que não lembro o nome…foi lá que eu ouvi a Tocata e Fuga, pois o capítulo era sobre “O fantasma da Ópera”. Mais tarde, vi o filme “Entrevista com o vampiro” (lá pelos 9 anos de idade) e me apaixonei. Até hoje, é meu filme favorito…

Hoje, eu sei que o que o Tom tocava ao piano, no desenho, era obra de um compositor chamado Franz Liszt. Nos desenhos da Disney, o compositor que reina é Tchaikovsky. A música tocada por Lestat em “Entrevista com o vampiro”, é uma Sonata do compositor Haydn…

Enfim, nós moldamos nossos gostos desde pequenos, né?…

…Hm

Hoje comentarei sobre algo que já havia escrito em um fotolog meu…que eu usava como blog…

É sobre resgatar uma idéia em prol da sensação de estar viva novamente.

Quando eu era pequena e não tinha nada pra fazer, eu pintava. Ou desenhava, escrevia…ou lia. Aliás! Adorava ler poesias e histórias de amor.
Acho que é por isso que sou tão “contos de fada”. Ainda tenho esse lado menina, esse lado idealizador, esse lado sonhador. Ainda. Me levaram lágrimas, me levaram sonhos, me levaram desejos…

Mas eu sei que tenho esse lado ainda. Como sei disso? Fácil…Me sensibilizo demais com histórias felizes de amor incondicional, aquele imutável…que a gente vê nos filmes. E mais que isso. Anseio por viver algo assim…de novo.

A partir disso, creio que ainda há como eu construir novos sonhos, novos desejos…Devo arriscar?

Hm…parece óbvia a resposta…mas entendendo tudo o que eu passei, não se torna tão óbvia…

Publicado em:  on Abril 22, 2008 at 8:36 pm Comentários (5)