Incrível como o exercício da filosofia me ajuda. Agora eu vejo que muitos momentos em que achei que se passaram inúteis, na verdade, estão evoluindo o meu interior…o meu pensamento, as minhas idéias. Hoje foi um dia de mudança, mais que os outros…afinal, cada dia é dia de mudança! e reviravoltas. Sobretudo, evoluções.
Não explanarei aqui sobre o que ocorreu. Mas, para mim…é uma grande evolução eu chegar nas seguintes conclusões:
É possível admirar outras pessoas mais do que aquela que eu mais admirei, quando acreditava que era o limite. Descobri que o limite não existe…
É possível resolver e finalizar todo o passado para estar apta a se envolver com alguém. Sempre me disseram isso, mas eu custava a acreditar…talvez pela a intensidade do que foi vivenciado. Porém, agora eu sei que não importa o quão intenso foi, nós sempre achamos que aquela intensidade é o limite. E a regra é válida. O limite realmente não existe.
É possível contradizer todos os objetivos e sonhos que foram traçados e sonhados. Simplesmente porque a nossa crítica faz com que, cada vez que abrimos os olhos, vemos algo diferente a cada dia. E também, claro…o limite de sonhos e objetivos também não existe.
É possível superar e modificar o amor. Descobri que o amor não é um só e não é sentido somente por uma pessoa. Hoje, sei identificar completamente cada…e por esse motivo, estou, e digo mais, sou bem resolvida quanto a tudo que se diz respeito em relacionamentos.
É possível o equilíbrio entre razão e emoção. Assim, é possível a temperança. Agir somente pela razão pode tornar uma pessoa fria. Agir somente pela emoção pode tornar uma pessoa amarga, demasiada angustiada. É possível o equilíbrio de ambos e a relação é proporcional. A emoção deve andar de mãos dadas com a razão. Contraditório? Pode ser. Mas a magnificência está nessa contradição. A virtude está nessa contradição. E não há limite para a virtude.
É possível sileciar-se consigo mesmo e evoluir. Substituição de pessoa e de “função” não é o caminho para se chegar nessas conclusões, mas são instrumentos, afinal, acredito que seja erro, e como todo erro, vem o aprendizado. Descobri que não há o limite para a solidão. Mais que isso: não há o limite para se sentir só, não há o limite para estar só, não há o limite para o vazio. E, foi a partir disso que descobri: não há limite para a evolução.