O ideal

A idealização em questão sempre foi um sonho, e os sonhos, geralmente, esperamos para serem realizados no futuro. Quanto ao presente, nunca esperamos. A esperança é sempre para o futuro, ainda mais, quando não depende de nós.
Posso considerar-me deveras sortuda, pois há um sonho meu se realizando no presente, e não esperava que fosse ocorrer tão cedo, na verdade, não esperava que fosse ocorrer algum dia…
A idealização em questão foi feita logo na infância…quando há aquela idealização ingênua de nome, características e afins. O príncipe.
Ao longo do tempo, mais precisamente, ao longo dos relacionamentos, nós nos relacionamos com pessoas que cheguem perto do ideal, das características que almejamos em alguém. Nesses relacionamentos, nós realçamos mais as características e colocamos um lembrete em nossas mentes, pois, muitas delas, faltam. Pulando de relacionamento em relacionamento, ficamos frustrados…no momento em que estamos com a pessoa, achamos que nela nada falta. Mas o que não sabemos, é que lá no nosso inconsciente há uma pequena energia cutucando, como quem diz “ei, está faltando algo…” ou “ei, algo está errado…”. Pois bem. O ideal se torna distante. A esperança se dissipa aos poucos…
Eis o momento de solidão, de reflexão. Eis a descoberta de tudo isso. E inesperadamente: eis o sonho de encontro com o presente! Como sei que é o sonho? Ora, essas coisas não se explicam…na verdade, até há a parte que é explicável, provinda das reflexões e de todo o ideal que formei ao longo do tempo. A outra parte é um tanto intrigante: como sei disso em tão pouco tempo? Ah, isso eu não sei explicar…ou simplesmente, não me vem as palavras para a explicação; eu somente sei. Eu sei. É possível um descrédito na minha palavra, mas eu nada posso fazer quanto a isso…simplesmente porque as provas bastam à mim mesma; não pretendo exteriorizá-las. Pode ter certeza que as provas vão além da observação do apreço pelas coisas simples da vida, envolta de uma poética, e, mais ainda, englobada pela razão! O que há de mais paradoxo do que a arte e a razão? O que há mais de encantador do que encontrar tal paradoxo? Raridade.

O sentimento é estável. Posso dar-me por satisfeita somente pela tua existência! Não há o desejo de possuir. Há a preocupação, o carinho, o afeto, a admiração. Além de qualquer concupiscência.
Posso me julgar verdadeiramente feliz.
Zelo e zelarei pela eternidade dos nossos laços.
Obrigada…[...]

Publicado em:  on Maio 11, 2008 at 4:44 pm Comentários (4)

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4 Comentários Leave a comment.

  1. Uma idealização.
    Todos um dia idealizamos, e digo a vc minha querida amiga: Depois de tanto vislumbrar o mundo das idéias em teoria, vc achou seu “amor platônico” no mundo das matérias na realidade. Estaria a praticar o que Platão nunca praticou? Se praticas, eu complemento dizendo que vives num sonho que se sonha a moda antiga numa platônica raridade.

  2. Heyy ^^
    Pink, criei um blog também, a fim de expor algumas teses minhas, pensamentos, etc…

    O que eu acho legal é que nós somos super amigas,
    mas se você comparar o conteúdo do nosso blog verá
    que são praticamente ideologias opostas. HUAuhAUHAUHuhA

    Você, realmente, é bem tradicionalista. E diz, com razão, que isso combina com a carreira jurídica.

    Logo, estou ferrada pois sou o oposto do tradicional, não é à toa que eu ando em crise com a carreira. xD

    Add aí
    http://lilithnanda.blogspot.com/

    O lilith nanda foi o único domínio que eu consegui
    registrar, eu pensei em diversas citações de oscar
    wilde, bandas, etc… Eu queria que fosse “Carpe Diem”
    mas ÓBVIO que já tinha. XD

    Beijos linda

  3. =]
    filhota
    =*

  4. Belo blog! =)


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